• Luciano Tamiso

Qual rastreabilidade você precisa?

Atualizado: 31 de jan. de 2020

Você sabe que existem vários tipos e níveis de rastreabilidade? Qual será o mais adequado para você?


Há alguns anos, pedir um cafezinho era bem mais simples do que hoje. Você não precisava escolher entre curto ou longo, cafeinado ou descafeinado, ristretto ou intenso. Bastava pedir um café e pronto.


E o mesmo está acontecendo com a rastreabilidade de alimentos. Quando tudo isso começou, pouco mais de 10 anos atrás, tudo era muito mais simples. Existiam poucas empresas fazendo rastreabilidade de seus produtos e um número menor ainda de empresas provedoras de soluções. Tudo era bonito e inovador.

Mas assim como o cafezinho, os tempos mudaram e trouxeram muito mais variedade e dúvida. Por isso, é importante entender quais as diferentes opções e formas de rastrear um produto e qual a melhor opção para você.

Apesar de nos últimos anos a palavra rastreabilidade estar muito mais presente no nosso vocabulário profissional, rastrear um produto não é tão novo assim.


Aliás, você está mais acostumado a isso do que imagina. Duvida? Pense junto comigo. Rastrear é poder identificar o caminho que o produto percorreu, correto? Então todo produto que possui um lote na sua embalagem final, como um chocolate ou um suco que você compra no supermercado, é um produto rastreado. Esta é a forma mais simples de rastreabilidade que encontramos.


Para entender um pouco melhor sobre isso, vamos ver como podemos dividir a rastreabilidade de produtos:


Em relação à abrangência: pode ser total ou parcial, dependendo das etapas ou processos que são monitorados da cadeia produtiva. Por exemplo, se são monitorados os processos somente da indústria ao destino final, chamamos esse tipo de rastreabilidade de parcial, pois não contempla todas as etapas da cadeia produtiva. Essa é a rastreabilidade que encontramos na grande maioria dos casos hoje em dia.


Já a rastreabilidade total somente é conseguida monitorando todos os pontos da cadeia produtiva desde a produção da matéria-prima até o destino final.


Em relação à visibilidade das informações: chamamos de rastreabilidade fechada quando as informações não estão disponíveis na própria embalagem do produto para consulta, e de rastreabilidade aberta quando as informações estão disponíveis. Nesse caso podemos ter também a rastreabilidade parcialmente aberta, quando somente parte das informações está disponível para consulta. O exemplo que citei acima, sobre o lote de um produto em uma embalagem de um alimento, é uma rastreabilidade fechada, pois não temos acesso a todas as informações, sabemos apenas que esse produto possui um lote e que o fabricante consegue saber sua procedência.


A rastreabilidade aberta ainda é muito difícil de encontrar, mas temos alguns bons exemplos de rastreabilidade parcialmente aberta em alimentos que utilizam o QR Code na embalagem para passar algumas informações adicionais, normalmente da origem do produto e dos locais por onde passou.


Em relação à padronização: tem a ver com a troca de informações entre sistemas da forma mais transparente possível, utilizando padrões abertos. Por isso, chamamos de rastreabilidade padronizada e não padronizada. Muito pouco se tem visto de rastreabilidade com informações padronizadas. Na grande maioria dos casos, o que ainda existe são informações não padronizadas e aí nós voltamos à história do cafezinho. Fica cada vez mais difícil saber o que escolher, com tantas opções não sabemos mais o que é melhor e o que é pior.


O ideal seria que toda rastreabilidade fosse total, aberta e padronizada. E isso é bem mais fácil do que você imagina, mas até chegar lá cada um faz o que pode, ou melhor, o que precisa.


Afinal, qual é a melhor forma de rastreabilidade para você?

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